RILP – IV Série, nº41 (2022)

RILP – IV Série, nº41 (2022)

RILP – IV Série, nº41 (2022)

 

Desafios Contemporâneos de Saúde: A pandemia COVID-19

O presente número da Revista Internacional em Língua Portuguesa assinala a primeira edição dedicada às ciências da saúde. Esta e as próximas edições passam a representar um espaço de divulgação e debate de questões de saúde de académicos e investigadores dos países falantes da língua portuguesa. A infecção pelo vírus SARS-CoV-2, que passou a designar-se por COVID-19, surgida no final do ano 2019, foi identificada e declarada pandemia em 2020 pela Organização Mundial da Saúde, afectando todos os países do mundo que experimentaram profundas mudanças nos domínios da assistência médica, da saúde pública e em diversos sectores da economia mundial. Continua a ser, ainda hoje, um tema bastante actual a ser estudado sob vários ângulos e perspectivas, representando um vasto campo de investigação na busca de preenchimento de lacunas de conhecimento, não obstante o acelerado e elevado número de publicações existentes e disponíveis na literatura e dos progressos observados, desde os progressos alcançados no diagnóstico e sobretudo no desenvolvimento de vacinas. (..) Assim, agrupados sob o tema “Desafios Contemporâneos da Saúde” este primeiro número apresenta artigos relacionados com a pandemia da COVID-19, retratando aspectos que constituíram as preocupações iniciais dos países de língua portuguesa em relação à adoção das medidas restritivas e adaptação ao “novo normal”. (…) Sendo o espaço dos países de língua portuguesa culturalmente diverso e geograficamente disperso, com realidades diferentes de desenvolvimento e nível socioeconómico bem como de uma vasta nosologia, este número da RILP marca o contexto histórico das abordagens iniciais relacionadas com a pandemia da COVID-19.

Editores científicos desta publicação:

Albano Ferreira, Universidade Katyavala Bwila

Mohsin Sidat, Universidade Eduardo Mondlane

Francisco Saute, Centro de Investigação da Manhiça

Eduardo Samo Gudo, Instituto Nacional de Saúde de Moçambique

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Fundador: Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP)

Presidente: João Nuno Calvão da Silva

Diretor: Cristina Montalvão Sarmento (Secretária-Geral da AULP)

Editores científicos e organizadores: Albano Ferreira, Mohsin Sidat, Francisco Saute, Eduardo Samo Gudo

Coordenação editorial: Cristina Montalvão Sarmento e Ariane Parente Paiva

Conselho de acompanhamento científico: Orlando da Mata (Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Angola); José Arlindo Barreto (Universidade de Cabo Verde, Cabo Verde); Leda Florinda Hugo (Universidade Lúrio, Moçambique); Sandra Almeida (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil); Rui Martins (Universidade de Macau, RAEM-China); Narciso Matos (Universidade Politécnica de Moçambique, Moçambique); Orlando Rodrigues (Instituto Politécnico de Bragança, Portugal); Albano Ferreira (Universidade Katyavala Bwila, Angola); Antônio Meirelles (Universidade Estadual de Campinas, Brasil); João Martins (Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, Timor-Leste); Agostinho Rita (Instituto Universitário de Contabilidade e Administração e Informática, São Tomé e
Príncipe); Samba Camará (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, Guiné-Bissau); Fábio Josué Santos (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Brasil).

Revisão científica: Osvaldo Matavel (Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique, osmathavel@gmail.com); Emma Fernandes (Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto – Angola, emacfernandes@hotmail.com); Neusa Torres (Instituto Superior de Ciências de Saúde – Moçambique, neusa.torres@manhica.net); Maria Gorete Baptista (Escola Superior de Saúde no Instituto Politécnico de Bragança – Portugal, mgjbaptista@gmail.com); Mohsin Sidat (Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique, mmsidat@gmail.com); Ana Maria Nunes Galvão (Instituto Politécnico de Bragança – Portugal, anagalvao@ipb.pt); Fernandes Manuel
(Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, fepema@gmail.com); Paulo Campos (Universidade Agostinho Neto – Angola, paulocampos44@gmail.com), Lázaro Makili (Instituto Superior Politécnico da Universidade Katyavala Bwila – Angola, makili_le@yahoo.com).

Capa/contracapa: Sersilito – Empresa Gráfica, Lda.

Conceção gráfica: Sersilito – Empresa Gráfica, Lda.

Tiragem: 200 exemplares

Depósito Legal: 28038/89

ISSN: 2182-4452

Preço deste número: 10,00 Euros

Número de registo na ERC: 123241

DOI: https://doi.org/10.31492/2184-2043.RILP2022.41

Editor: Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP)

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Revista em distribuição.

Disponibilidade: Disponível

Preço: 10
RILP 41

RILP – IV Série, nº41 (2022)

Instrumentos Musicais de Angola: sua Construção e Descrição

Instrumentos Musicais de Angola: sua Construção e Descrição

Prefácio

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa, criada em 1986, assumiu a tarefa, desde 2007, de promover edições comemorativas nos seus Encontros anuais. A disseminação dos seus membros por vários continentes tem permitido, ao longo da última década, a edição fac-similada de obras que, por vários motivos, as Universidades de acolhimento dos Encontros consideram significativas para o enriquecimento do debate científico. Desde modo, edições fac-similadas de obras inacessíveis, ou livros científicos de reconhecido valor já desaparecidos ou ainda, cuja oportunidade se faz sentir, são distribuídas gratuitamente por todos os membros.

De Angola ao Brasil, de Cabo Verde a Portugal e passando por Macau e Timor-Leste, estas edições a que se reconhece o contributo e riqueza cultural ampliam o panorama literário e científico nos países onde se fala a língua portuguesa. Escolhidos na sua maioria pelas instituições de acolhimento, a AULP serve, assim, os interesses da comunidade científica.

O XXVIII Encontro da AULP realiza-se, neste ano de 2018, no Sul de Angola, na cidade do Lubango, acolhido pela Universidade Mandume Ya Ndemufayo, apoiada pelas suas congéneres angolanas. Na sequência da reedição do livro Etnias e Culturas de Angola, obra magistral de José Redinha, cuja edição fac-similada a AULP promoveu por ocasião da realização do XIX Encontro da AULP em Luanda no ano de 2009, surge agora a oportunidade de ampliar o conhecimento da inquirição do distinto investigador da cultura angolana.

O trabalho de catalogação e inventariação realizado nesta obra é um dos muitos que o investigador produziu enquanto pesquisador incansável da cultura angolana. Organizou acervos etnográficos e coordenou ações de implantação de espaços-museu para o abrigo dos acervos recolhidos. Tendo sido diretor do Museu de Angola, foi também membro do Instituto de Investigação Científica de Angola, e ao longo da sua carreira publicou inúmeros artigos e realizou várias conferências, sempre tendo Angola e o lugar deste país na História das Civilizações, como tema principal.

A edição fac-similada de Instrumentos Musicais de Angola, sua construção e descrição representa o esforço sistemático de classificação dos instrumentos musicais angolanos, enquadrados no ambiente cultural e humano que os envolve e em que eles ativamente participam. Enquadramento sem o qual, a transcendência que acompanha a vida desses instrumentos, ficaria incompleta, bem como o carácter pluridimensional que a música africana apresenta no seio das comunidades que a cultivam. Como o autor afirma: “A música, como recreação, ludismo, rito, magismo, comunicação, mágico-medicina e agente psico-social da variada acção, participa na maior intimidade da alma dos africanos” (…).

O texto, escrito no início dos anos 70 do séc. XX, inventaria mais de duas centenas de instrumentos e foi instruído com fotografias e, principalmente, com uma centena de desenhos, incluindo alguns gráficos relativos à distribuição dos instrumentos, porquanto os registos correspondem a toda a área de Angola.

Neste sentido, a recuperação do património histórico e cultural, implica a reintegração do inventário das formas culturais e civilizacionais, utilizadas nos diversos espaços que compõem o universo onde se fala o português. No caso em apreço, Angola, a Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), ao realizar a edição fac-similada deste livro, reafirma o seu compromisso em prestar homenagem a todos aqueles que, no passado, dedicaram a sua investigação à riqueza da diversidade dos usos, formas e ritos das diversas culturas associadas à língua portuguesa.

No momento em que se alcança a ancoragem histórica do património comum do espaço lusófono, seja natural e científico, seja linguístico e cultural, seja histórico e artístico, este livro, transporta-nos para uma realidade em que (…) “A África aparece-nos definida como uma conjugação íntima de cor, luz e ritmo, e a música, como factor da sua grande síntese, é elemento motor participante no elan destas sociedades”.

Esta reedição contou com importantes apoios. São de justiça os agradecimentos    aos herdeiros de José Redinha que a autorizaram e ao Professor Doutor João Gabriel e Silva, que, na qualidade de Reitor da Universidade de Coimbra, junto dos seus pares, logrou obter a autorização do Instituto de Antropologia da Universidade de Coimbra, da edição de 1984, que era já uma homenagem ao insigne estudioso das culturas angolanas e aqui se reproduz. Ainda os agradecimentos aos membros da sede da AULP compreendendo o ato de cultura que lhe está associado, apoiaram esta reedição.

Orlando M. J. F. da Mata e Cristina Montalvão Sarmento

 

Disponibilidade: Indisponível

ISBN: 978-989-8271-17-4

Conselho de Administração da AULP – fevereiro de 2021

Conselho de Administração da AULP – fevereiro de 2021

Conselho de Administração da AULP – fevereiro de 2021

No passado dia 11 de fevereiro de 2021, realizou-se a reunião do Conselho de Administração da AULP através da plataforma digital Zoom, tendo sido dirigida pelo atual Presidente da associação, Professor Doutor Orlando da Mata, Reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Angola.

Em representação das instituições de ensino superior membros da AULP marcaram igualmente presença os Vice-presidentes do Conselho de Administração da AULP, Professora Doutora Judite Nascimento, Reitora da Universidade de Cabo Verde (Cabo Verde), Professor Doutor João Nuno Cruz Matos Calvão da Silva (em representação do Reitor da Universidade de Coimbra); bem como os vogais Professor Doutor Rui Martins, Vice-Reitor da Universidade de Macau, Professor Doutor Narciso Matos, Reitor da Universidade Politécnica de Moçambique, Professor Doutor Orlando Rodrigues, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Professor Doutor Albano Ferreira, Reitor da Universidade Katyavala Bwila, e Professor Doutor Marcelo Knobel, Reitor da Universidade Estadual de Campinas. Em representação do Presidente do Conselho Fiscal – Instituto Politécnico de Lisboa – Professor Doutor Elmano Margato, Presidente do Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal, esteve o Professor António Belo. A Professora Doutora Maria Madalena Almeida, Administradora do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais, Cabo Verde, enquanto vogal do Conselho Fiscal também marcou presença, bem como a Secretária-Geral da AULP, Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento.

Cumpriu-se, a ordem de trabalhos prevista para a reunião do Conselho de Administração da AULP, salientando-se a apresentação do relatório de atividades, as edições da AULP em curso, o Prémio Fernão Mendes Pinto, apresentação de dados estatísticos e balanço geral do Programa Mobilidade AULP, bolsas de viagem OEI-AULP e bolsas PROCULTURA, bem como outras atividades correntes da associação. Apesar dos vários constrangimentos provocados pela pandemia, os membros do Conselho de Administração da AULP consideraram ser unânime o sucesso do programa de mobilidade e os outros programas associados como as bolsas de viagem OEI-AULP e PROCULTURA. Expressaram ainda a importância de consolidar parcerias estratégicas. O Conselho de Administração da AULP decidiu fazer a reunião do próximo conselho e assembleia geral via zoom em junho/julho (data a confirmar) e aguardar a realização do encontro em Macau (RAEM, China) para setembro de 2021, em regime misto (presencial e não presencial), conforme se venha a demonstrar mais adequado e viável.

Universidade de Cabo Verde inaugura novo campus

Universidade de Cabo Verde inaugura novo campus

Universidade de Cabo Verde inaugura novo campus

Conforme comunicado pela agência Lusa, a Professora Doutora Judite Nascimento, reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), inaugurou um novo campus da instituição pública, construído pela China, e que inicia aulas no próximo ano letivo.

“Quando nós pensámos no novo campus da Universidade de Cabo Verde, nós pensamos numa nova etapa de crescimento e sobretudo de desenvolvimento da nossa instituição”, disse Judite Nascimento, em entrevista à agência Lusa, sobre a nova “casa” da Uni-CV, que está a ser construída na cidade da Praia.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, o novo campus da Uni-CV deveria ter ficado concluído em julho último, para iniciar aulas em outubro, mas devido à pandemia terá um ano de atraso.

Segundo informações oficiais, a obra só deverá ser entregue agora ao Governo de Cabo Verde em março de 2021, com a Uni-CV a iniciar a mudança paulatina depois disso para começar as aulas em plano no próximo ano letivo.

“Nós temos a expectativa de, em outubro de 2021, iniciarmos o ano letivo já nas novas instalações no polo da Praia”, previu Judite Nascimento, para quem a Uni-CV vai passar a ter um campus com “condições muito boas” para alunos, docentes, técnicos e funcionários e para pôr em ação a criatividade e o espírito inovador e conseguir desenhar programas dignos do espaço.

Neste momento, a Uni-CV funciona com unidades orgânicas em instalações dispersas pela cidade da Praia, mas espera ter durante o próximo ano as suas faculdades alojadas no novo Campus Universitário, que, segundo a reitora, será “à altura” dos grandes campus que existem um pouco por todo o mundo.

O novo campus da Uni-CV foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios com capacidade para 150 lugares, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Para a reitora, a Uni-CV vai poder realizar os grandes projetos que tem a nível de ensino, onde vai poder diversificar ainda mais a oferta formativa, mas também ter auditórios suficientes para desenvolver ainda mais o programa de extensão universitária sem perturbar a agenda dos cursos.

“A universidade, à medida que vai crescendo, vai tendo muito mais necessidade de espaços, onde os docentes e investigadores possam desenvolver com condições e com conforto também a investigação científica”, salientou a responsável máximo da única instituição de ensino superior pública do país.

“As condições serão muito boas, tanto em termos de materiais como em termos de conforto físico”, reforçou Judite Nascimento, referindo que nessa nova etapa a universidade já está a fazer a transição para a era da inteligência artificial.

“Estamos a fazê-lo paulatinamente, utilizando os recursos que a universidade conseguiu acumular ao longo de todos esses anos e o novo campus vai-nos permitir com melhor condições de atingir os objetivos de crescimento e de desenvolvimento sustentável que temos traçado”, projetou.

Com um campus novinho em folha e com boas condições, a reitora não tem dúvidas que a Uni-CV está a caminhar para ser, num futuro muito próximo, uma “universidade marcante” no contexto da sub-região africana, a par das do Senegal, por exemplo.

“E a Universidade de Cabo Verde também quer posicionar-se e está a posicionar-se desde há alguns anos e neste momento com mais fervor já que o novo campus vai nos permitir receber estudantes de outros países”, enfatizou a reitora.

Na altura do seu lançamento, em junho de 2017, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que Cabo Verde terá um campus universitário moderno, funcional e ao nível de países mais desenvolvidos.

Por outro lado, a reitora disse que vai transformar a área envolvente e tornar-se num grande polo de desenvolvimento da cidade da Praia, numa zona de expansão onde situa-se ainda a Universidade Jean Piaget, a Escola de Hotelaria e Turismo, o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Energética (CERMI), estando previstas grandes outras infraestruturas.

A reitora disse que a Uni-CV “é grata” à China, que financiou a totalidade da obra em 45 milhões de euros, mas também por ter instalado em 2015 o Instituto Confúcio no país, e que hoje é uma instituição que promove a extensão universitária, através da língua a da cultura chinesas.

Além do Instituto Confúcio, a Uni-CV tem ainda institutos de língua inglesa, francesa, centros de língua portuguesa e está a trabalha em centros de língua cabo-verdiana, o crioulo, tudo enquadrado num grande programa que é a promoção das línguas estrangeiras.

Com 14 anos de existência, a Uni-CV tem três polos de ensino, nomeadamente na Praia e em Assomada, todos em Santiago, e em São Vicente, com mais de 4.000 estudantes, em cursos profissionalizantes, licenciaturas, especializações, mestrados e doutoramentos.

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