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Angola na cimeira China/CPLP no domínio educativo

Fonte: 
ANGOP, Angola, 2017-11-30

Na qualidade de presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), Orlando da Mata se pronunciou sobre a cooperação académica sino-países de língua portuguesa e a actual tendência do cenário económico e político de Angola.

“Acho que existe um grande interesse das universidades de língua portuguesa cooperarem com as universidades chinesas”, asseverou o presidente, destacando a grande margem de progressão que o país asiático tem pela frente nesse domínio.

Para Orlando da Mata, a China está com um crescimento muito grande, fazendo especial referência à importância da aprendizagem dos idiomas entre ambas as partes.

“O ensino do mandarim nos nossos países é fundamental para que esta cooperação possa se fortalecer, pois é com base na língua que podemos abrir outras portas”, assinalou.

Com efeito, o ensino da língua portuguesa na China tem vindo a aumentar de ano para ano. A China alberga cerca de 40 instituições de ensino superior, dispersas por todo o seu território, com cursos de especialização em português.

A mesma tendência verifica-se no sentido inverso, com a abertura de Institutos Confúcio em várias universidades do espaço de países de língua portuguesa, 11 no total, e um crescente número de estudantes que ruma à China para o estudo de mandarim ou de outras áreas profissionalizantes.

Angola conta, desde 2016, com um Instituto Confúcio na Universidade Agostinho Neto, financiado pela empresa chinesa CITIC Construction.

No que concerne ao relacionamento bilateral sino-angolano, Orlando da Mata salienta que “Angola é um país politicamente estável, existindo, portanto, estabilidade política e económica.

Relativamente às relações económicas bilaterais, Orlando da Mata refere que têm estado a crescer anualmente (...) e ao longo da última década a China conseguiu uma posição proeminente na economia de Angola, que sempre teve necessidade de diversificar os seus parceiros de cooperação.

“Se nos propusermos a fazer um périplo por Angola, observaremos a presença da China em cada quadrante do país: desde os centros urbanos às áreas mais remotas”, explicou, aludindo ao envolvimento de empresas chinesas a construir uma estrada, uma escola, um hospital, ou uma linha de caminho-de-ferro.

A Cimeira dos Think Tanks da China e dos países de Língua Portuguesa visou o aprofundamento do intercâmbio e cooperação entre entidades chinesas e de língua portuguesa. O evento contou com a presença de representantes de instituições académicas de Angola, Brasil, Portugal,  Moçambique e da China.

O evento está incluído no âmbito da iniciativa chinesa “Uma Faixa Uma Rota” e no papel de Macau enquanto elo entre os países de língua portuguesa e  a China, visando o reforço da cooperação.