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Presidente da AULP: “A China tem crescido muito naquilo que é o seu potencial científico”

Presidente da AULP: “A China tem crescido muito naquilo que é o seu potencial científico”
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Diário do Povo Online, Macau, 2017-11-29

Orlando da Mata, atual Presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), participou na Cimeira dos Think Tanks da China e dos Países de Língua Portuguesa, onde se pronunciou sobre a cooperação académica sino-lusófona e a atual tendência do cenário económico e político de Angola.

“Acho que existe um grande interesse das universidades de língua portuguesa cooperarem com as universidades chinesas”, asseverou o presidente, destacando a grande margem de progressão que o país asiático tem pela frente nesse domínio.

“A China está com um crescimento muito grande, é o país mais populoso do mundo e, obviamente, é bom nós acompanharmos esse desenvolvimento”, afirmou, fazendo especial referência à importância da aprendizagem dos idiomas entre ambas as partes.

“O ensino do mandarim nos nossos países é fundamental para que esta cooperação possa se fortalecer, pois é com base na língua que podemos abrir outras portas”, assinalou.

Com efeito, o ensino da língua portuguesa na China tem vindo a aumentar de ano para ano. A China aloja cerca de 40 instituições de ensino superior, dispersas por todo o seu território, com cursos de especialização em português.

A mesma tendência se verifica no sentido inverso, com a abertura de Institutos Confúcio em várias universidades do espaço lusófono, 11 no total, e um crescente número de estudantes que ruma à China para o estudo de mandarim ou de outras áreas profissionalizantes.

Angola conta, desde 2016, com um Instituto Confúcio na Universidade Agostinho Neto, financiado pela empresa chinesa CITIC Construction.

No que concerne ao relacionamento bilateral sino-angolano, Orlando da Mata, ex-vice-ministro da Ciência e Tecnologia, salienta que “Angola é um país politicamente estável. Existe tanto estabilidade política, como económica”.

Atualmente a recuperar da desaceleração provocada pela queda dos preços do petróleo, Angola começa a sentir os efeitos da adoção de “projetos de diversificação da economia concebidos para minimizar a excessiva dependência da economia angolana do seu principal produto de exportação”. Agricultura e indústria, destacam-se entre os vários novos setores de aposta.

Relativamente às relações económicas bilaterais, Orlando da Mata refere que “as relações comerciais entre Angola e a China têm estado a crescer anualmente (...) Ao longo da última década a China conseguiu uma posição proeminente na economia de Angola, que sempre teve necessidade de diversificar os seus parceiros de cooperação”.

“Se nos propusermos a fazer um périplo por Angola, observaremos a presença da China em cada quadrante do país: desde os centros urbanos às áreas mais remotas”, explicou, aludindo ao envolvimento de empresas chinesas “a construir uma estrada, uma escola, um hospital, ou uma linha de caminho-de-ferro” no país africano.