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AULP participa em "Laboratório de Ideias" que aproxima a China dos Países de Língua Portuguesa

AULP participa em "Laboratório de Ideias" que aproxima a China dos Países de Língua Portuguesa
Fonte: 
Gabinete de Comunicação da AULP, Macau, 2017-11-30

O Presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e Reitor da Universidade Mandume YA Ndemufayo, Professor Doutor Orlando da Mata, participou na Cimeira dos Think Tanks da China e dos Países de Língua Portuguesa, realizada entre 26 e 28 de novembro no centro de Convenções de Ciência de Macau. Com a intervenção "A promoção da colaboração económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o caso particular de Angola", o Presidente da AULP contribuiu para a aproximação da China aos países de língua oficial portuguesa.

Os Think Tanks são organizações e/ou instituições que produzem e difundem conhecimento sobre assuntos estratégicos, com o objetivo de influenciar transformações sociais e criar círculos de reflexão, ou o que poderá ser chamado de laboratórios de ideias. Assim, esta Cimeira teve como objetivo promover a reflexão de especialistas sobre tópicos como o desenvolvimento e reforço do intercâmbio entre think tanks sobre a iniciativa chinesa "Belt and Road" e a plataforma de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a inovação tecnológica e a globalização.

Recorde-se que a iniciativa "Belt and Road", mais conhecida por OBOR (One Belt, One Road), The Belt and Road Initiative ou Silk Road Economic Belt and 21.º Century Maritime Silk Road, é um grande projeto chinês da era moderna, que prevê investimentos significativos numa rede de infraestruturas e serviços que ligarão, por terra e por mar, a China à Europa e à África, ao Mediterrâneo e ao Atlântico, considerando não só uma rede de portos, estradas e caminhos-de-ferro, mas também oleodutos e gasodutos, centrais elétricas e outros projetos de desenvolvimento de infraestruturas entre as regiões.

Com a presença de instituições de ensino superior da China, Brasil, Portugal, Angola e
Moçambique, esta iniciativa pretendeu colocar em prática a visão do Presidente Xi Jinping, apresentada no Fórum do Cinturão e Rota para cooperação Internacional, de que "o papel dos think tanks deve ser empenharem-se na união e na rede de cooperação", além de cumprir as novas medidas anunciadas pelo Primeiro Ministro Li Keqiang no 5° Fórum de Macau, de aprofundar a cooperação comercial e reforçar o intercâmbio académico, cultural e económico entre a China e os países de língua portuguesa.

Apresentado o relatório das trocas comerciais, salientou-se a importância da cooperação dos think tanks como suporte comercial entre a China e os Países de Língua Oficial Portuguesa e a necessidade de produzir bens e serviços inovadores que possam ser importados e exportados na comunidade dos Países de Língua Portuguesa e no Mundo, com vista a permitir o desenvolvimento económico e sustentável.

Na sua intervenção, o Presidente da AULP alertou para a correção do referido Relatório apresentado, que frisava a instabilidade política e económica de Angola (o que se revelaria pouco atraente para os empresários chineses que queiram investir no país). Feita esta correção, o Professor Doutor Orlando da Mata abordou no seu discurso a primazia chinesa na cooperação económica com Angola, na câmara do comércio Angola-China (criada em março de 2016) que garante a proteção dos investimentos privados chineses em Angola e a parceria privada entre empresários dos dois países, a parceria entre os dois países na diversificação da economia angolana e recordou as atuais grandes áreas de investimento chinesas em Angola.

Em jeito de conclusão, o Presidente terminou com a mensagem: "face à mudança do panorama económico, a diversificação da economia passou a ser a prioridade do governo angolano, que uma vez mais, privilegiou a parceria chinesa, mudando o paradigma dessa cooperação que antes tinha como elemento predominante o petróleo."

A organização deste evento esteve a cargo da Academia Chinesa do Comércio Internacional e Cooperação Económica, Ministério do Comércio da República Popular da China, e da Comissão de Investigação Estratégica da Associação Comercial de Macau.

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