Ação solidária inclui o envio de centenas de materiais, incluindo livros, brinquedos e eletrodomésticos.
Um grupo de alunas da Universidade do Minho parte no domingo, dia 15, para Cabo Verde com uma ação de voluntariado que visa prestar apoio escolar e proporcionar atividades extracurriculares a meia centena de crianças carenciadas. O projeto “Atelier dos Pikis”, que em crioulo significa “pequenotes”, será implementado em Pedra Badejo, na ilha de Santiago, uma das localidades mais pobres do país.
O objetivo principal de Inês Carrola, Barbara Araújo (ambas de Ciências de Comunicação), Marisa Lopes (Educação) e Raquel Curto (Economia) é conseguir quebrar a rotina pós-escolar de crianças cabo-verdianas, através da realização de iniciativas como sessões de explicação, aulas de dança, ciclos de cinema, workshops e jogos educacionais. O projeto acompanhará a evolução diária de 45 crianças dos 6 aos 12 anos de idade. Conta numa primeira fase com uma parceria estabelecida com o Centro Enfermeiro Lindo, uma instituição de acolhimento de menores com carências económicas e em situação de vulnerabilidade social, que cede o espaço.
Apesar de o “Atelier dos Pikis” ter uma duração de meio ano, “pretende-se que seja prolongado no tempo, estendendo-o a mais voluntários portugueses e estabelecendo outras sinergias, nomeadamente com a Escola Secundaria de Pedra Badejo, a Universidade da Praia e o centro de recuperação de toxicodependentes El Shaddai, referem as promotoras. No próximo dia 23 de janeiro sai um contentor do Porto rumo à ilha de Santiago com centenas de livros, canetas, brinquedos, roupa, calçado, eletrodomésticos e acessórios de casa para distribuir junto das instituições sociais de Pedra Badejo. As pessoas interessadas em apoiar esta causa podem obter mais informações através da página www.facebook.com/atelierdospikis ou do email atelierdospikis@gmail.com.
Estórias de Pedra Badejo origina documentário made in UMinho
Esta ação solidária surgiu na sequência de um programa de voluntariado do Centro de Recursos para a Cooperação da UMinho, no qual as estudantes Inês Carrola e Marisa Lopes participaram em agosto de 2015. “Após convivermos de perto com a realidade de Pedra Badejo, percebemos que há muito a fazer. É muito difícil não nos apaixonarmos pelos mais pequeninos, que trazem em si tantos sonhos e tanto potencial que pode e deve ser aproveitado, utilizando a dose certa de motivação. Estas crianças não têm as melhores condições em termos de habitação, higiene e outros recursos de bases”, explica Inês Carrola, que ao regressar a Portugal lançou o documentário “Nha Storia”, sobre uma das famílias cabo-verdianas com quem conviveu, sendo nomeado em dezembro para os Prémios Sophia Estudante, da Academia Portuguesa de Cinema.




