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Universidade Cidade de Macau e Instituto de Formação Financeira assinam novo protocolo de formação

Rui Rocha
Fonte: 
Ponto Final, Macau, 2017-01-09

O Instituto Aberto da Universidade Cidade de Macau (UCM) celebrou no sábado um acordo de cooperação com o Instituto de Formação Financeira de Macau (IFF) no sentido do estreitamento contínuo de relações entre os dois  organismos. Rui Rocha, director do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua Portuguesa da UCM, tirou o véu à criação de um programa de certificação profissional na Universidade Cidade de Macau.

O Instituto Aberto da Universidade Cidade de Macau vai começar a oferecer já em Março próximo uma formação de três anos – dividido noutro tantos módulos – sobre questões como a gestão de riqueza, de práticas de financiamento ou de depósitos de renminbi. A Certificação de Gestão Bancária é o resultado de um protocolo firmado no sábado entre a Universidade Cidade de Macau (UCM) e o Instituto de Formação Financeira (IFF) e tem por grande objectivo educar os profissionais do sector da banca e do domínio das finanças sobre novos métodos e novas práticas de investimento.

O acordo é o segundo do âmbito assinado entre os dois organismos. Tal como o PONTO FINAL noticiou em Abril do ano passado, o primeiro memorando abordou a Certificação de Intermediação de Seguros, uma iniciativa que apesar de estar ainda sujeita a confirmação deve ocorrer em Julho. Ambas as formações são obrigatórias por lei para o desempenho das duas profissões – gestor bancário e mediador de seguros – na RAEM.

O acordo de cooperação entre as duas instituições foi celebrado durante a manhã de sábado, numa cerimónia que teve lugar na Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) . A assinatura do acordo foi complementada por “duas palestras, uma com o Banco da China como entidade convidada e outra com uma entidade ligada à parte dos investimentos de Hong Kong [Father Financial Planning Services Limited]”, explicou Rui Rocha ao PONTO FINAL.

“Foi, essencialmente, uma exposição do chamado ‘wealth management’ [gestão de riquezas, em português]: o que é que a China está a fazer em termos de ‘wealth management’ e o que é que Macau poderá beneficiar da experiência da China ligada à gestão das riquezas”, complementou o responsável pelo Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua Portuguesa da UCM. “Por outro lado, foi feita também uma análise, uma perspectiva sobre as possibilidades de investimento e cooperação neste grande projecto que se chama ‘One Belt, One Road’ [‘Uma Faixa, Uma Rota’]”, esclareceu o académico sobre as abordagens, assinalando que “isto é um conjunto de tópicos que interessam ao sistema bancário de Macau”.

Depois da afirmação dos dois protocolos, Rocha garante que o trabalho até agora desenvolvido é para continuar: “Vamos continuar a desenvolver actividades em cooperação conjunta com o IFF”, assegura.

Para Rui Rocha “o grande projecto das línguas” é prioritário

Rui Rocha falou de números, mas o PONTO FINAL também quis saber de letras. À frente do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua Portuguesa da UCM, o docente já desenvolveu vários projectos no âmbito da promoção da Língua Portuguesa e também da relação do idioma de Camões com outras línguas como o Chinês e o Inglês.

“Eu penso que poderá haver novidades a meio deste ano. Neste momento, não há novidades. Estamos [UCM] a tentar formular a parte do ensino das línguas na nossa universidade e estamos a iniciar um projecto (…) da renovação do ensino das línguas na nossa universidade. A nossa ideia é tentar iniciar, no próximo ano lectivo, toda a actividade das línguas numa forma completamente diferente – não errática – mas de uma forma mais sistemática”, confessou Rui Rocha, sem querer antecipar mais informações até que o projecto seja “aprovado pelo reitor”.

Quanto ao lançamento da segunda edição do glossário trilingue (português-inglês-chinês) para negócios – no ano passado foi lançada a primeira edição, com o nome de “Chinese-Portuguese Glossary For Business – Volume I” – “poderá sair no fim deste ano”.

Rui Rocha defendeu que “deve-se dar prioridade à questão do ensino das línguas porque há muitos alunos da universidade [UCM] que estão a aprender Inglês e há alguns alunos, também, que estão a aprender Português. Nós queremos uma instituição forte dentro da própria universidade, que tenha a regulação do ensino do português, a regulação do ensino do inglês e não só. Se, porventura, vier o francês, o espanhol ou outra língua, tem que haver centros de decisão e centros científicos de decisão que sustentem esse ensino em termos pedagógicos, em termos científico-linguístico-pedagógicos e até em termos culturais”, defendeu o responsável. J.F.