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Universidades de língua portuguesa devem trabalhar para inclusão de todos, afirma presidente da AULP

Fonte: 
UFMG Notícias, 2013-06-12

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"As universidades dos nossos países falharão como agentes de transformação se não incluírem todos os cidadãos", afirmou nessa segunda, 10 de junho, o presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), Jorge Ferrão (foto). Ele abriu o 23º encontro da entidade, que se realizou no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais), no Brasil.

Depois que o reitor da UFMG, Clélio Campolina, deu as boas-vindas a autoridades, dirigentes de universidades e pesquisadores, Ferrão, que é reitor da Universidade de Lurio, em Moçambique, lembrou que, se os tempos são de crescimento e democracia, também encerram grandes desafios. Segundo ele, é preciso elaborar uma nova agenda de desenvolvimento com ênfase nos direitos humanos e na sustentabilidade, repensando "efeitos para milhões de pessoas desfavorecidas".

"Os modelos de desenvolvimento que nos interessam não devem ser baseados apenas no crescimento econômico, e nossas universidades precisam descobrir novas formas de cooperação acadêmica, tecnológica, criativa e artística", afirmou Ferrão.

A solenidade de abertura contou ainda com a presença do embaixador Murade Isaac Miguigy Murargy, presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Paulo Speller, secretário de Ensino Superior do MEC, Mario Borges Neto, presidente da Fapemig, Rocksane Norton, vice-reitora da UFMG, Ronaldo Pena, ex-reitor da UFMG e ex-presidente da AULP, Tomás Aroldo Mota, ex-reitor e atual diretor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, e Eduardo Vargas, diretor de Relações Internacionais da Universidade.

Ronaldo Pena lembrou que o mundo é cada vez mais regido pelo verbo compartilhar e que os objetivos das universidades devem estar direcionados na dedicação aos seus povos. Mario Borges Neto, por sua vez, ressaltou que a internacionalização é o caminho para um mundo melhor, e que os países que formam a AULP têm, além do idioma, problemas comuns. Paulo Speller, que representou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pregou a necessidade de se aprofundar e avançar na experiência da internacionalização solidária, e pôs a estrutura do MEC à disposição da AULP.

Objetivos em comum

Em conferência logo após as falas de abertura, Murade Murargy afirmou que os objetivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa convergem com a missão e as atividades da AULP. "Em contexto dominado pela sociedade do conhecimento, é grande o apelo investimento em ensino e pesquisa e pela formação de recursos humanos qualificados, fundamental para o desenvolvimento econômico e social dos nossos países", disse o presidente da CPLP.

Murade elogiou a atuação da AULP no sentido de estimular a reflexão sobre a função do ensino superior e a importância do intercâmbio de informações. E destacou o papel da língua portuguesa como "elemento transversal de identidade" e, ao mesmo tempo, veículo de produção e transmissão de conhecimento científico.

Segundo o embaixador moçambicano, o investimento em capital humano permite otimizar o aproveitamento de recursos naturais, financeiros e tecnológicos, "o que se traduz na melhoria da qualidade de vida das populações".

O Encontro da AULP se estendeu até esta terça, 11.