Atas do XXVIII Encontro da AULP – Lubango (2018)

Atas do XXVIII Encontro da AULP – Lubango (2018)

Património histórico do espaço lusófono: ciência, arte e cultura

Estão contidas neste livros as comunicações referentes ao XXVIII Encontro da AULP, realizado em Lubango, entre os dias 18 e 20 de julho de 2018, tendo como anfitriã a Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Lubango, Angola.

Durante o decorrer do evento,várias contribuições para o património histórico do espaço lusófono, foram ouvidas, dentro dos subtemas de 1) Património Natural e Científico; 2) Património Linguístico e Cultural; 3) Património Histórico e Artístico.

ISBN: 978-989-8271-19-0

Disponibilidade: Disponível
Preço: 10

Atas do XXVI Encontro da AULP – Timor-Leste (2016)

Atas do XXVI Encontro da AULP – Timor-Leste (2016)

Discurso de abertura do Presidente da Comissão Organizadora da AULP

Prof. Doutor Vicente Paulino

Caros Professores e demais investigadores,

Vamos realizar na Universidade Nacional Timor Lorosa’e, de 29 de Junho a 1 de Julho, o Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), sob o tema “ROTAS DE SIGNOS: MOBILIDADE ACADÉMICA E GLOBALIZAÇÃO NO ESPAÇO DA CPLP E MACAU”.

É uma grande honra de que nos orgulho muito, coordenamos a organização de um encontro desta natureza para manter vivas o espírito académico na UNTL (Timor-Leste) e no espaço da CPLP, fundamentalmente, estabelecer uma relação construtiva e criativa na construção do conhecimento e da ciência em língua portuguesa entre académicos de diversas instituições universitária que estão agrupados num tecto chamado AULP.

A difusão do uso do conceito de “Rotas de signos no espaço da mobilização académica e globalização” coincide com o avanço do domínio das tecnologias e de disseminação das ciências. Certo que o conceito “rotas de signos” tem na sua base do “senso comum”, que significa todo o processo de socialização e consciencialização da própria existência de interculturalidade na era globalização tecnológica, o que mostra bem a fecundidade do campo que assim se abre à discussão.

O pensamento estratégico na identificação de acções estratégicas para a mobilidade académica deve e pode ser fortificado pela própria ordem de programação das conjuntas tarefas assumidas entre as instituições do ensino superior da CPLP, de modo a poder ultrapassar as lacunas encontradas na construção de “sentidos hermenêuticos da ciência”, em função de estar preparada para responder a incerteza do amanhã.

Num tempo em que a transposição das fronteiras entre as várias áreas disciplinares é condição do respectivo desenvolvimento, a AULP desempenha um papel essencial, enquanto charneira de organização colectiva das universidades dos países que falam português. Sabe-se que neste encontro podemos articular a “a mobilidade académica e a globalização” com a relação entre o local e o global, reconhecendo desta forma, as especificidades geográficas, geopolíticas, antropológicas e linguísticas. Podemos articular a relação entre os sentidos intelectuais e os sentidos tecnológicos, sentidos de afirmação e as dimensões culturais que lhes são inerentes. Neste sentido, a utilização do conceito “rotas de signos” no espaço lusófono parece instaurar-se como uma possibilidade ou modalidade que tem contribuição fundamental para internacionalização da mobilidade académica no enquadramento “rotativo” vários signos de representação – mais em seu sentido usual, consolidar, conscientizar e afirmar, como muitas vezes pode ser incorporado em produções científicas e disseminação da mesma.

Ao falar de uma mobilidade académica e globalização através do conceito “rotas de signos” é um processo que permanece na vida do homem e na história da humanidade. Da mesma forma que o modo de “rotas de signos” estrutura-se sob a tríade conceptual de sentidos: com novas ideais de construção ontológica de “metafísica da unidade” baseadas no conceito de “aproximação teórica”, “curiosidade epistemológica”, “valorização icónica”; com instituições que têm a tarefa de manter a prática de produção científica e disseminação da mesma em todas as circunstâncias temporais baseada na lógica de “trocas das experiências e da partilha do conhecimento”; e reproduzir a nova ordem social com aquilo que obtemos na própria produção de sentidos.

A mobilidade académica pode ser remetida para uma magnitude ou intensidade cada vez mais suportada pela inovação tecnologia de informação e comunicação em sistemas mundiais e redes de interacção. Pode assim dizer-se também que o paradigma da sociedade actual se encontra baseado em traços comuns como: a amplitude das informações, velocidade das mudanças, domínio do conhecimento e acelerar da evolução tecnológica. É portanto, ao articular as “rotas de signos” no conhecimento e na ciência com destaque específico sobre o projecto de “mobilidade académica” estabelecido entre universidades de língua portuguesa é para “reafirmar e “reapropriar” a alma lusófona no espaço da CPLP e do mundo.

Esperamos, sem dúvida, uma grande presença de todos vós a largueza de representação pessoal e institucional que nos caracteriza como símbolo de afirmação da nossa identidade académica lusófona que fazemos parte. Vamos pescar juntos os signos nas rotas que percorremos para construir uma mobilidade académica sólida no espaço da CPLP e no mundo, a partir deste país Timor-Leste onde vê primeiro o sol a nascer.

Aos professores e investigadores que sentem poder contribuir pessoalmente para o aprofundamento do tema que propomos, a equipa da Comissão Organizadora, apresenta desde já, uma palavra de saudação, dizendo que são bem-vindos ao nosso Encontro da AULP que se realiza aqui em Díli.

As melhores saudações a todos.

ISBN 978-989-8271-14-3

Disponibilidade: Disponível
Preço: 10,00€

Atas do XXV Encontro da AULP – Cabo Verde (2015)

Atas do XXV Encontro da AULP – Cabo Verde (2015)

Este é o primeiro encontro da AULP em que a Universidade de Macau está na presidência. É com uma enorme honra e privilégio que estou hoje aqui presente para encerrar o XXV encontro da AULP e agradecer a presença dos mais de 400 participantes dos vários países de língua portuguesa e Macau, RAEM, que contribuíram para o sucesso deste encontro e representaram as instituições de ensino superior membros da nossa associação.

É um privilégio assistir à extensa adesão às atividades promovidas pela nossa associação – foram aqui apresentadas mais de 60 comunicações sobre os temas “Políticas e estratégias de cooperação para o desenvolvimento nos países de língua oficial portuguesa e perspetivas para o pós-ODM”; “A difusão e desenvolvimento da língua e literatura portuguesa”; “A plataforma continental marítima”; “A presença do mar na cultura expressa em português” e “Novos desafios das Universidades membros da AULP”.

Quero também deixar um especial agradecimento à Universidade de Cabo Verde, em especial à Senhora Reitora, Professora Doutora Judite Nascimento, e a toda a comissão organizadora, que tão calorosamente nos recebeu para debatermos os “Novos desafios para o Ensino Superior após os objetivos de desenvolvimento do milénio (ODM)”.

Não posso deixar também de agradecer ao Senhor General Rocha Vieira não só pela sua presença neste evento, mas também pelo seu precioso contributo para o percurso de sucesso da AULP ao longo destes 28 anos. A fundação da AULP na cidade da Praia em 1986, bem como o momento inaugurador para a Universidade de Cabo Verde no ano de 2007, data do primeiro Encontro da AULP em Cabo Verde, promovida pelo então Reitor da Uni-CV, o Professor Doutor António Correia e Silva, atual ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação que também nos deu o privilégio na sua presença ao longo deste encontro, tornaram Cabo Verde o local ideal para homenagear o Senhor General Rocha Vieira enquanto membro honorário da AULP. A atual sede da associação existe graças ao Senhor General no período em que era Governador de Macau.

A todos os que contribuíram para o engrandecimento institucional da AULP, um muito obrigado.

Rui Martins, Presidente da AULP em representação do Reitor da Universidade de Macau

ISBN 978-989-8271-10-5

Disponibilidade: Disponível
Preço: 20,00€

Atas do XXIV Encontro da AULP – Macau (2014)

Atas do XXIV Encontro da AULP – Macau (2014)

Macau ocupa um papel de inegável relevo e importância histórica no milenar diálogo civilizacional entre o oriente e o ocidente e hoje, também, com o continente africano. Portanto, esse papel não se resume ao passado, mas e fundamentalmente, ao presente e ao futuro. O futuro deste pequeno pedaço de terra continuará sendo ponto de referência incontornável e uma verdadeira plataforma que promove as nossas relações culturais, religiosas, científicas, comercias e diplomáticas, sobretudo entre o espaço de expressão portuguesa e a Grande China.

Realizamos esta XXIV reunião anual da AULP ainda num contexto de profundas e rápidas alterações dos cenários políticos e económicos regionais e globais. A China e Macau têm sido parte integrante desta cooperação e mudanças. Se por um lado se abriram novas e promissoras perspectivas de prosperidade, crescimento económico, democracia e paz, por outro, continuamos enfrentando grandes desafios e ameaças.

Estes os tempos de mudança que ampliam a integração entre os povos, encurtam distâncias e aproximam as línguas e culturas. Nos reunimos, então, em torno do tema a importância da divulgação das línguas portuguesa e chinesa para a colaboração académica no ensino superior. Macau tem jogado um papel importante neste processo, sobretudo por facilitar os contactos e os investimentos da China, principalmente, nos países africanos de expressão oficial portuguesa.

O sonho de construção de sociedades mais justas, equitativas e de progresso social se transforma, gradualmente, em realidade. Temos vindo a minimizar as diferenças entre os nossos países atingindo níveis minimamente aceitáveis no contexto do desenvolvimento educacional, cultural, artístico, económico e social. Porém, continuamos distantes do ótimo.

No meu país costuma-se dizer que ninguém sobe nenhuma árvore com as mãos nos bolsos. Esta a analogia que terá de tipificar o nosso percurso. Vamos, de forma solidária, retirar essas mãos dos bolsos se quisermos ver os nossos países num patamar ainda melhor.

Em mais este Encontro Anual da AULP, deveremos debater as condições de base para o desenvolvimento da formação e capacitação dos actuais quadros, da emergência das principais áreas de pesquisa comuns, procurando novas formas de cooperação internacional académica, científica, tecnológica, artística e criativa, novos modelos de desenvolvimento não necessariamente baseados no crescimento económico, identificando novos actores, discutindo o impacto e as realidades sociais de cada país e até região.

Professor Jorge Ferrão, Presidente da AULP

ISBN 978-989-8271-08-2

Disponibilidade: Disponível
Preço: 10 euros

 

Atas do XXIII Encontro da AULP – Brasil (2013)

Atas do XXIII Encontro da AULP – Brasil (2013)

Cooperação e Desenvolvimento nos Países de Língua Portuguesa – o Papel das Universidades

Esta publicação reúne as comunicações apresentadas durante o XXIII Encontro da AULP, subordinado à temática – “Cooperação e Desenvolvimento nos Países de Língua Portuguesa – o Papel das Universidades”, realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais (Brasil) em 2013.

“Regressamos ao Brasil e à cidade de Belo Horizonte, berço de heróis como Tiradentes, Luís Gonzaga e outros membros da Confidência Mineira, que espalharam por
esta terra, pelo Brasil e por alguns dos da CPLP a sua bravura, valentia e determinação. Belo Horizonte não é, então, somente mais uma cidade ou a capital de um Estado. Belo Horizonte é o berço de todas as lutas de libertação e afirmação de vários povos e países.

Realizamos esta XXIII reunião anual da AULP, num contexto de profundas e rápidas alterações dos cenários políticos e económicos regionais e globais. Se por um lado se
abriram novas e promissoras perspectivas de prosperidade, crescimento económico, democracia e paz, por outro, continuamos a enfrentar grandes desafios e ameaças. Por esta razão nos reunimos em torno do tema cooperação e desenvolvimento e o papel do ensino superior na CPLP. Nesta perspectiva, estamos conscientes do papel que os governos, sociedade civil, diferentes organizações e naturalmente as instituições de ensino superior podem e devem desempenhar para minimizar os riscos e as ameaças. As IES, em particular as universidades,  tem o poder e o dever de induzir a melhoria das condições de vida dos povos, dos nossos países e continentes.

Pode parecer repetitivo, porém, vivemos num mundo marcado por avanços científicos e tecnológicos. Estes são tempos de mudança que ampliam a integração, encurtam
distâncias e aproximam povos e culturas. Ainda assim, testemunhamos a exclusão social, desigualdades de vária ordem, marginalização e tendências menos ou antidemocráticas. Agora que a crise se generaliza parece evidente que recai sobre as IES a responsabilidade de alterar e engendrar um novo cenário e ordem. Nesta era de conhecimento e progresso material deveremos repensar sobre como estender os frutos a milhões de pessoas excluídas e fazer com que elas participem com os mesmos direitos em todos os processos. Devemos forçar novas agendas de desenvolvimento, mais compatíveis com a promoção dos direitos humanos e a sustentabilidade dos recursos e ambiental. Portanto, depende das IES propiciar a ordem, prosperidade, segurança social e sobretudo uma cooperação baseada no respeito e progresso.

Professor Doutor Jorge Ferrão

Presidente da AULP e Reitor da Universidade Lúrio

ISBN 978-989-8271-07-5

Disponibilidade: Disponível
Preço: 10,00€